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Final Fantasy III é o mais divertido até agora!

Eu consigo imaginar a reunião criativa esse jogo. "Lembram daquele jogo que a gente fez que não ia ter continuação, mas vendeu muito e ai fizemos uma continuação, que não vendeu muito? E se fizéssemos uma outra continuação bem igual ao primeiro jogo, só que maior e melhor?"      Silencio na sala...      "Boa ideia! " E assim surge Final Fantasy III, que é quase um releitura do primeiro jogo só que ao mesmo tempo, diferente.     Final Fantasy III é um RPG desenvolvido pela Square e publicado em 1990 para o NES. Assim como o 2 ficou somente no japão durante muitos anos e veio para as Américas apenas em 2006 em versões diferentes para psp e ds, possuindo até uma versão 3D.     Existe um tênue equilíbrio entre luz e trevas e esse equilibro é o que mantem a vida. No passado distante um desiquilíbrio pendendo para a luz causou uma grande inundação que afundou os continentes e quase destruiu o mundo, então quatro heróis escolhidos pelas tr...

O eco de um crime na vida de quem ficou: Penitência, de Kanae Minato

Kanae Minato é uma mestre em nos prender em histórias tenebrosas em pouquíssimas páginas. É absurda a capacidade que essa autora tem de criar narrativas que já se iniciam de forma visceral e impactante, e de te segurar até o final, ansiando pela conclusão. Ela também é responsável por aquele tipo de história em que até a menor das sinopses pode tirar o impacto do que será contado, e por isso é tão difícil comentar seus livros sem dar spoilers. Meu primeiro contato com a autora foi no livro Confissões. Já adianto: dos dois que li, ele ainda é o melhor. As reviravoltas, a maneira como toda a situação é conduzida, é magistral. Já neste segundo livro, Penitência, que irei comentar agora, a proposta é outra, mas isso não muda sua capacidade de nos surpreender. Em Penitência, acompanhamos, assim como em Confissões, uma divisão por capítulos em que cada um é narrado sob a perspectiva de uma personagem. Todas as personagens que compartilham seus relatos têm suas vidas entrelaçadas a um crime q...

Mentir para se Tornar Humano: O coração mecânico de Lies of P

Jamais imaginei que um soulslike fora dos desenvolvidos pela FromSoftware pudesse se tornar o meu favorito. Sendo mais sincero, jamais imaginei que algum soulslike pudesse desbancar Dark Souls 1 para mim. Claro, não sou nenhum exímio jogador do gênero no geral. Joguei poucos, considerando a vastidão que ele tem. Mas o impacto que esse em específico causou em mim foi fora da curva. Dark Souls 1 é uma obra-prima, com um level design absurdo de bom, chefes icônicos, uma história pra lá de instigante e uma jogabilidade muito divertida. Mesmo Elden Ring, que é mecanicamente e graficamente anos-luz superior, não supera a consistência do DS1, que o torna muito mais especial para mim. Muitos vão dizer: “Ah, mas existe Bloodborne e Sekiro…”. Sim, eu sei. Bloodborne foi, inclusive, o meu primeiro contato com o gênero. Mas em outra época, quando eu não tinha paciência para jogos difíceis assim, acabei parando depois de certa parte. Preciso recomeçá-lo para ter uma opinião formada, que não seja em...

Retrospectiva 2025: Um Ano Registrado em Dez Jogos

O ano de 2025 chegou ao fim, e junto com ele vem aquele impulso semiautomático de olhar para trás. A retrospectiva. Rever o que foi feito, o que ficou pelo caminho e o que, de algum jeito, permaneceu. No meio disso tudo, os jogos foram mais do que passatempo. Eles acompanharam fases, dias bons, dias cansados e momentos em que eu só precisava estar em outro lugar por algumas horas. Aqui eu reúno os meus 10 melhores jogos finalizados em 2025, com breves comentários sobre o que cada um significou para mim. 10º – Record of Lodoss War: Deedlit in Wonder Labyrinth Como consumidor de praticamente tudo que envolve fantasia, era inevitável que eu me interessasse por Lodoss War. E, sendo fã de metroidvânia, esse jogo já tinha tudo para me fisgar. Um amigo meu vinha me recomendando fazia tempo, e acabei deixando passar. Aproveitei que estava com o Switch recém-adquirido e resolvi começar. O jogo funciona como uma continuação das histórias da Deedlit após as novels e o anime, mas também como uma ...

Final Fantasy II é definitivamente maior, mas não é melhor.

Apesar do titulo do post já dar um panorama sobre o que eu achei do Final Fantasy II eu fico um pouco em conflito ao resumir a minha experiencia na frase “ é definitivamente maior, mas não é melhor”, por que de certa forma o segundo faz muitas coisas melhores ou simplesmente diferente que o primeiro e mesmo assim... Eu acabei não me divertindo tanto. Vamos falar por partes e espero que consiga explicar o que eu quero dizer com isso. Lembrando que eu joguei o pixel remaster e a minha experiencia é exclusivamente nessa versão.               Final Fantasy II é um RPG desenvolvido pela Square lançado no japão em 1988 para o NES e ficou apenas por lá durante muito tempo, sendo lançado apenas anos depois aqui para esses lados e apenas em outras versões.       Quando a Square lançou o primeiro  Final Fantasy eles não pensavam que seriam um sucesso e que teria uma continuação. Então aqui começa uma tradição da saga que é: cad...

O valor da espera e do reencontro: Inazuma Eleven Victory Road

O ano de 2025 foi um convite ao meu eu criança para um retorno aos videogames. Não apenas um retorno ao hábito de jogar, mas um reencontro com franquias que moldaram meu gosto, minha sensibilidade e minha relação com os jogos. Foi o ano em que todas as minhas franquias favoritas daquela época, títulos que até hoje figuram entre os meus favoritos da vida, ganharam algum novo lançamento. Foi o ano de Pokémon Z-A, que já mencionei anteriormente aqui, trazendo novos ares para a franquia Pokémon. Foi também o ano de Story of Seasons, com o remake de Grand Bazaar, do DS, além do spin-off da série Rune Factory, Guardians of Azuma. Mesmo que eu tenha jogado pouquíssimo esses spin-offs no passado, eles ainda fazem parte desse universo que me acompanhou por tantos anos, e ainda não tenha jogado o remake de Grand Bazaar. E havia um jogo específico, anunciado em 2016, que só viria a ser lançado em 2025, após inúmeros adiamentos e sucessivas mudanças de conceitos, nomes e direções. Um jogo de um...

Entre memórias e novos começos em Pokémon Legends: ZA

O ano de 2025 com certeza foi um dos mais movimentados em questão de lançamentos de jogos que agradaram a grande maioria dos jogadores. E, na reta final do ano, um título que dividia opiniões antes mesmo de sair, cheio de polêmicas, turbulências e até um vazamento, finalmente chegou ao público: Pokémon Legends: ZA (ou, carinhosamente, pokemonza). Capa aberta Pokémon Legends: ZA Esse texto vai ser mais do que uma simples resenha. Quando comecei a pensar em escrevê-lo, percebi que eu precisava fazer mais do que uma review do jogo — eu precisava falar sobre a minha experiência completa com a série Pokémon. E, pra mim, é impossível falar sobre videogames na minha vida sem falar de Pokémon. Então, pra quem só quer saber minha opinião sobre Legends: ZA, eu dividi o texto em três partes. Na primeira, “ Como um jogo 2D acendeu uma chama que nunca apagou ”, falo sobre o quanto a série é importante pra mim. Na segunda, “ A vez de Pokémon Legends: ZA ”, começo a tratar do jogo em si. E concluo na...