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Mostrando postagens de agosto, 2026

Devaneios: A Moça da Janela

As resenhas estão sumidas daqui do blog, eu sei. Mas, como tenho me aventurado por esses mares da escrita, acabei encontrando neste espaço um lugar para trazer a outras pessoas esses pequenos exercícios que tenho realizado. Às vezes, até sinto que tenho mudado um pouco o tom do blog com esses textos que fogem das resenhas e opiniões, mas creio que seja por um bom motivo. Gosto de saber que minhas criações, mesmo que curtas ou sirvam apenas como pequenos exercícios criativos, estejam disponíveis para que outras pessoas possam conhecê-las. Agora, participando de uma oficina criativa, a Liber Quest, tive um novo desafio: escrever um romance. Tudo o que consumo do gênero se resume, basicamente, a mangás e animes. Em outras mídias, consumo pouquíssimas obras de romance. O curioso é que, justamente nos animes e mangás, o gênero está entre os que mais consumo. Então, aceitei o desafio. O segundo desafio foi manter o texto dentro do limite de 600 palavras e ainda encaixar as seguintes palavras...

Devaneios - Miniconto: A Última Piada

Seguindo a onda de criações semanais, de acordo com os desafios estabelecidos no grupo de criatividade, a atividade da semana foi um tanto quanto curiosa, e desafiadora. Ao invés de uma palavra, nos foi fornecido uma imagem. E dessa imagem, surgiu o miniconto abaixo. Espero que gostem. *** — Meu filho, nem mesmo a mais poderosa das magias pode atrasar o abraço da Senhora do Silêncio - disse o rei Istar I, com uma voz débil e frágil, como se fosse uma escultura de areia seca, quebradiça ao suave toque do vento. Uma tosse rouca, repetida e abafada, se seguiu à frase dita pelo monarca. O lenço que ele posicionava em sua boca retornou salpicado de sangue. Três dos mais poderosos magos do reino estavam no quarto real, ao lado de mais dois sacerdotes e três druidas, todos tentando, de alguma forma, retirar a mazela que exauria a vida do rei. Todos com semblante preocupado, suor permeando suas testas enquanto realizavam seus ritos. O príncipe Gaius, primeiro na linha de sucessão, estava ao la...

Devaneios - Miniconto: Minha Época

Participando de alguns exercícios de escrita criativa, vez ou outra aparecerei aqui com os resultados de minhas tentativas. Iniciando por esse miniconto. O tema era Nostalgia. *** A segunda mordida que Matheus deu naquele pequeno quadradinho doce, recheado de chocolate, o fez chorar. A primeira tinha sido extasiante. Seu cérebro demorou para processar a informação que suas papilas gustativas estavam recebendo. Quando deu a segunda, ele já estava preparado, mas trouxe algo que não podia ser previsto. Aquele sabor extremamente doce, com o chocolate hidrogenado grudando no céu de sua boca, enquanto a base do biscoito era triturada por seus dentes, era inigualável. Jamais tinha se esquecido dele. Chorou, pois algo dentro dele gritava sobre aquilo que agora era inalcançável. Ele, atualmente, era sufocado por uma rotina extremamente desgastante. Acordou de madrugada, mal tendo tempo de trocar suas roupas, ajeitar seu cabelo e escovar os dentes, e teve que correr para o ponto de ônibus para t...

Devaneios: O Futuro Era Mais Distante

Iniciamos aqui hoje, uma nova categoria de posts no blog. Posts que não estão necessariamente ligados à uma resenha, ou comentários sobre alguma obra. Serão textos mais intimistas, pessoais e despretensiosos. Podem ser chamados de crônicas? Não sei, creio que não. Talvez devaneios apenas seja um termo mais apropriado. Então, vamos lá. Definitivamente, eu tenho medo dos 30 anos. Um marco que agora vejo ali, virando a esquina, e que, de alguma forma, tem me assustado. Algo que nunca havia acontecido, nunca havia me preocupado… Ter ideias, sensações e impressões a respeito de idade sempre foi insignificante pra mim. O tempo sempre foi algo irrelevante, e essa contabilização não era enxergada por mim além de números. Um conjunto insignificante de números, que nada dizia, na verdade. Não sei quando essa chave virou, mas agora me assombra. Talvez seja o amadurecimento que bateu na minha porta e me falou: “Parabéns, você não é mais uma criança.” Demorou pra chegar, não é, senhor amadureciment...