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Mostrando postagens com o rótulo Quadrinhos

O Simples e o Sublime: Qual Valor do Cotidiano? - O Homem Que Passeia, de Jiro Taniguchi

     É extremamente complicado quando temos contato com algum autor ou obra pela primeira vez e somos impactados negativamente. Normalmente, após uma impressão ruim, seja pela qualidade da obra ou por fatores externos que possam afetar a experiência, criamos uma barreira difícil de transpor. Infelizmente, tive essa barreira com Jiro Taniguchi.     Meu primeiro contato com o autor foi através do título As Crônicas da Era de Gelo , publicado no Brasil pela editora Pipoca & Nanquim, em dois volumes. Comecei a leitura empolgado, achando a arte dele muito linda e expressiva. A história? Uma ficção científica bem interessante, com personagens legais. Tudo que uma boa história poderia pedir, certo? Fui cativado logo no início e estava adorando. Porém, ao chegar nos últimos capítulos, já achava estranho, pois havia diversos subplots e pontas soltas para serem fechadas, e a quantidade de capítulos parecia insuficiente para concluir tudo o que o autor tinha proposto. ...

Feliz Halloween! - com Batman: Dia das Bruxas

Sempre fui um apaixonado por leitura, especialmente quadrinhos, sendo os mangás minha verdadeira obsessão desde jovem. No entanto, por algum motivo (pretendo explorar isso mais tarde), sempre mantive um certo preconceito em relação aos comics americanos e quadrinhos europeus. Para mim, quadrinhos se resumiam a mangás. Recentemente, porém, decidi mudar essa perspectiva. Resolvi me dedicar mais à leitura de gibis de diversas origens, incluindo os comics americanos. E foi assim que me encantei pelas histórias do homem-morcego.            Em parceria com meu amigo Tênia, decidimos iniciar aqui, no mês de outubro, uma série de opiniões sobre histórias diretamente relacionadas ao Halloween ou ao terror em si. Escolhi começar essa brincadeira com "Batman – Dia das Bruxas" para celebrar o mês do terror e também para comemorar meu novo hobby.  DC Comics - A Lenda do Batman nº 47          A versão que li foi da extinta editora Eagl...

Por que abandonei Tokyo Ghoul, pelo menos por agora

Obs.: Vou colocar esta observação antes de tudo para ninguém me incomode: eu li o mangá, não vi o anime e, na verdade, eu quase não vejo anime. Se o anime tem como fonte original o mangá, possivelmente eu vou ler o mangá, então vou reclamar do mangá. Dito isso, continuando… Seja bem-vindo, caro cliente! Por favor, sinta-se à vontade para se sentar em qualquer lugar confortável da livraria e acomode-se bem, porque hoje vou comentar sobre uma obra de um jeito um pouco diferente. Não sei se será uma recomendação, mas queria falar sobre ela. Hoje vou falar de Tokyo Ghoul, do mangaká Sui Ishida, publicado aqui no Brasil pela editora Panini. A editora também publicou sua continuação Tokyo Ghoul: RE, e hoje pretendo falar um pouco sobre ambos. Devo dizer que, na época, comprei os primeiros volumes e alguns deles tinham uns problemas meio esquisitos. Por exemplo, o volume três, por exemplo, tinha a capa menor que as páginas internas. Era pouca coisa? Sim, mas ainda assim era menor. Não cheguei...

Os "e se" que nos prendem, Haruka na Machi e de Jiro Taniguchi

Vamos abrindo as portas da livraria, então, peço a todes que encontrem um lugar confortável e bem relaxado pra a indicação de hoje. Vamos falar sobre, Um bairro distante (Haruka na Machi e) do mestre Jiro Taniguchi. Antes de entrarmos na historia, vou comentar sobre a edição bem rapidamente. A edição brasileira pertence à editora Pipoca e Nanquim, e tem um cuidado primoroso em seus acabamentos. Não pretendo me estender muito falando sobre a qualidade da mesma, pois no final isso não me importa muito. Poderia muito bem ser uma edição mais simples e consequentemente mais barata, e seria de igualmente valor para a chegada da obra até nós leitores, mas isso é apenas minha opinião. Agora sobre a história, iremos em partes porque será complicado...  No começo da história, acompanhamos Hiroshi Nakahara com os seus alguns anos (que não nos é especificado, mas ele aparenta ter meia idade), que estava voltando de um trabalho, e acaba tomando o trem errado. Isso o leva de volta até sua cidade...

Os traumas que nos representam, Homunculus do Yamamoto Hideo

Bem-vindos mais uma vez a livraria. Se acomodem em algum canto que hoje a obra escolhida da estante, percorre umas estradas bem diferentes. Das prateleiras mais altas, onde nenhuma criança deve alcançar,  lhes apresento  Homunculus do gigante Yamamoto Hideo. Publicado originalmente pelos meados de 2003 no Japão, e em 2008 no Brasil pela Panini, a historia de Homunculus acompanha Susumo Nakoshi. Um homem que mora em seu velho carro, estacionado entre um grande hotel e um parque, onde vivem vários moradores de rua. Mas sua vida muda quando ele conhece Manabu Ito, um estudante de medicina que oferece dinheiro para Nakoshi participar de um experimento. A trepanação, uma cirurgia que consiste na abertura de um furo no crânio do paciente, realizada com o objetivo de estudar sobre os dons paranormais que tal operação pode dar ao paciente. É após essa cirurgia que Nakoshi começa a ver os chamados Homunculus, pessoas com formas estranhas, distorcidas e completamente fantasiosas. H...

Uma breve apresentação de Corso, de Danilo Beyruth

Animais antropomorfizados, batalhas espaciais, rivalidade entre cães e gatos e uma aventura muito bacana de ler. É isso que Danilo Beyruth nos traz em Corso. Uma HQ nacional muito, mas muito divertida, onde acompanhamos a jornada do jovem Corso, um piloto pertencente a república dos cães, que acaba se perdendo em um planeta desconhecido após um embate com o império dos gatos. Em busca de sobreviver em um ambiente desconhecido e encontrar uma forma de voltar à sua pátria. Nessas páginas, Danilo Beyruth mostra todo o poder dos quadrinistas brasileiros e nos presenteia com uma trama muito interessante, com personagens carismáticos e abrangendo discussões importantes como a luta contra o preconceito, busca pelo autoconhecimento e a sensação de pertencimento. Mesmo com problemas para entender algumas cenas de ação e movimentação, na maior parte do quadrinho a arte é um show! Recomendo demais esse ótimo título da @canalcomixzone. É pedrada, e vale muito a pena! Ass.: Wil

Uma conversa sobre o Wolverine de Nihei

Bem vindos a nossa pequena livraria, se acomodem em um canto, que para a inauguração, a primeira obra  que veremos dessa estante será uma hq de um mangaká. Vamos começar com "Wolverine: Snikt", do grande Nihei Tsutomu!! Publicado originalmente pela própria Marvel lá pelo meados de 2004, e aqui no Brasil pela Panini comics em 2008, Wolverine: Snikt por mais rolê aleatório que seja, é nitidamente uma obra do Nihei. Tudo emana a estética dele. Desde o fiapo de história, a quadrinização, os personagens usando couro preto, o antagonista de biomecânica, e principalmente as construções colossais.  Mas vamos à história...  Ela se passa em um futuro onde existe um ser de nome "O Mandante". Uma doença mutante originária de uma bactéria, que foi criada para ajudar a decompor os matérias tóxicos que poluíam a terra. Mas nítidamente esse projeto desandou, e desandou bem, pois as bactérias começaram a tomar forma e se reproduzir muito rápido, destruindo assim toda a terra. E é ai...