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Uma Nova Vida em um Corpo de Aço, Diário Mental N de Rodrigo M. Rodovalho

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Engrenagens e Alma Brasileira: A Lição de Anatomia, de Enéias Tavares

Eu já terminei esse livro há um tempinho, já li outras coisas depois dele e até escrevi aqui sobre livros que terminei depois, como os do projeto Volta ao Mundo em 197 Narrativas. Mas sentia que estava sendo injusto com ele por não falar dele aqui. Para corrigir esse erro, vim falar de A Lição de Anatomia, de Enéias Tavares. E, em se tratando de injustiça, sou também com a literatura nacional. Dentro do âmbito da literatura no país, somos "doutrinados" a entender a literatura estrangeira como a ideal e incomparável. Em se tratando do gênero de fantasia e ficção científica então, que constitui a maior parte do que eu consumo, isso se torna ainda mais presente, inclusive por parte de autores nacionais, que tentam emular a literatura produzida lá fora. Como hoje estou estimulado a falar de injustiças, quero citar mais uma. É comum, entre os leitores de todo o mundo, adquirir muito mais livros do que se costuma ler. Eu também sou assim. Em um levantamento recente, descobri que te...

2ª Parada: Argentina - A Uruguaia e uma Viagem ao Fundo do Poço

Não esperei muito tempo para fazer a próxima viagem e escolhi como ponto de parada, desta vez, o continente Latino-Americano, na Argentina. Pesquisando sobre alguns autores hermanos, descobri alguns publicados no Brasil. Muito me interessei por algumas histórias do Jorge Luis Borges, como O Aleph ou Ficções. Mas, em tempos de Copa do Mundo, minha atenção é completamente capturada pela magia do futebol, e encaixar leituras no meu tempo livre, em meio a tantos jogos, está bem difícil. Decidi então escolher algo mais curto, mais direto. Encontrei então um livro de um autor chamado Pedro Mairal, e com um nome muito curioso: A Uruguaia. Um livro argentino falando sobre uma uruguaia? Fui ler a sinopse e achei muito interessante, além de bem curto. Capa do Livro, pela Editora Todavia Neste pequeno livro, acompanhamos o escritor de 40 anos, boêmio e cheio de problemas, Lucas Pereyra, que mora em Buenos Aires. Lucas está imerso em problemas. Enfrenta problemas financeiros, emocionais, conjugais...

1ª Parada: Albânia - Abril Despedaçado e o Peso do Kanun

Eu tenho o costume de começar muitos projetos literários pessoais, sempre de maneira bem empolgada. Porém, terminá-los, aí é outra história. Comecei a ser mais ambicioso nesses projetos. Por exemplo, eu tenho uma meta de vida de ler a obra inteira da Rainha do Crime, Agatha Christie, até minha velhice. Essa não é uma meta tão ambiciosa, imaginando que são livros curtos e que eu já li uma parcela boa deles. Mas, ainda assim, é uma estrada longa. Não satisfeito com essa única meta, resolvi me dedicar a mais um projeto. A ideia desses projetos não é pautar minhas leituras apenas neles, mas ter um frescor a mais para eu sair da mesmice e, ao mesmo tempo, aumentar o meu conhecimento de cultura mundial. Qual é, então, a ideia do projeto? Ler um livro, conto ou história de cada país do nosso globo. Ou seja, serão mais de 190 livros (algo em torno de 197, salvo engano). Começamos aqui, então, um projeto que carinhosamente apelidei de Volta ao Mundo em 197 Narrativas. Começamos essa viagem no c...

Final Fantasy III é o mais divertido até agora!

Eu consigo imaginar a reunião criativa esse jogo. "Lembram daquele jogo que a gente fez que não ia ter continuação, mas vendeu muito e ai fizemos uma continuação, que não vendeu muito? E se fizéssemos uma outra continuação bem igual ao primeiro jogo, só que maior e melhor?"      Silencio na sala...      "Boa ideia! " E assim surge Final Fantasy III, que é quase um releitura do primeiro jogo só que ao mesmo tempo, diferente.     Final Fantasy III é um RPG desenvolvido pela Square e publicado em 1990 para o NES. Assim como o 2 ficou somente no japão durante muitos anos e veio para as Américas apenas em 2006 em versões diferentes para psp e ds, possuindo até uma versão 3D.     Existe um tênue equilíbrio entre luz e trevas e esse equilibro é o que mantem a vida. No passado distante um desiquilíbrio pendendo para a luz causou uma grande inundação que afundou os continentes e quase destruiu o mundo, então quatro heróis escolhidos pelas tr...

O eco de um crime na vida de quem ficou: Penitência, de Kanae Minato

Kanae Minato é uma mestre em nos prender em histórias tenebrosas em pouquíssimas páginas. É absurda a capacidade que essa autora tem de criar narrativas que já se iniciam de forma visceral e impactante, e de te segurar até o final, ansiando pela conclusão. Ela também é responsável por aquele tipo de história em que até a menor das sinopses pode tirar o impacto do que será contado, e por isso é tão difícil comentar seus livros sem dar spoilers. Meu primeiro contato com a autora foi no livro Confissões. Já adianto: dos dois que li, ele ainda é o melhor. As reviravoltas, a maneira como toda a situação é conduzida, é magistral. Já neste segundo livro, Penitência, que irei comentar agora, a proposta é outra, mas isso não muda sua capacidade de nos surpreender. Em Penitência, acompanhamos, assim como em Confissões, uma divisão por capítulos em que cada um é narrado sob a perspectiva de uma personagem. Todas as personagens que compartilham seus relatos têm suas vidas entrelaçadas a um crime q...

Mentir para se Tornar Humano: O coração mecânico de Lies of P

Jamais imaginei que um soulslike fora dos desenvolvidos pela FromSoftware pudesse se tornar o meu favorito. Sendo mais sincero, jamais imaginei que algum soulslike pudesse desbancar Dark Souls 1 para mim. Claro, não sou nenhum exímio jogador do gênero no geral. Joguei poucos, considerando a vastidão que ele tem. Mas o impacto que esse em específico causou em mim foi fora da curva. Dark Souls 1 é uma obra-prima, com um level design absurdo de bom, chefes icônicos, uma história pra lá de instigante e uma jogabilidade muito divertida. Mesmo Elden Ring, que é mecanicamente e graficamente anos-luz superior, não supera a consistência do DS1, que o torna muito mais especial para mim. Muitos vão dizer: “Ah, mas existe Bloodborne e Sekiro…”. Sim, eu sei. Bloodborne foi, inclusive, o meu primeiro contato com o gênero. Mas em outra época, quando eu não tinha paciência para jogos difíceis assim, acabei parando depois de certa parte. Preciso recomeçá-lo para ter uma opinião formada, que não seja em...