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Final Fantasy II é definitivamente maior, mas não é melhor.

Apesar do titulo do post já dar um panorama sobre o que eu achei do Final Fantasy II eu fico um pouco em conflito ao resumir a minha experiencia na frase “ é definitivamente maior, mas não é melhor”, por que de certa forma o segundo faz muitas coisas melhores ou simplesmente diferente que o primeiro e mesmo assim... Eu acabei não me divertindo tanto. Vamos falar por partes e espero que consiga explicar o que eu quero dizer com isso. Lembrando que eu joguei o pixel remaster e a minha experiencia é exclusivamente nessa versão.

      
      Final Fantasy II é um RPG desenvolvido pela Square lançado no japão em 1988 para o NES e ficou apenas por lá durante muito tempo, sendo lançado apenas anos depois aqui para esses lados e apenas em outras versões.
     Quando a Square lançou o primeiro Final Fantasy eles não pensavam que seriam um sucesso e que teria uma continuação. Então aqui começa uma tradição da saga que é: cada numeração é um jogo fechado, com historia, personagens, mundo e historia diferentes. Apenas o nome e a numeração seguem entre os jogos. Tem algumas exceções, como Cid. Sempre tem um personagem chamado Cid nos jogos e ele sempre é um cientista ou engenheiro ou qualquer coisa semelhante. E os chocobos que foram introduzidos nesse jogo e se tornaram mascote da franquia.
    O mundo está em guerra. O imperador de Palamecia esta em uma grande campanha militar para conquistar o mundo e além de seu exercito humano o imperador também emprega a força de seres do submundo, invocados para espalhar o caos. Nesse cenário nos conhecemos os protagonistas Firion, Maria e Guy. Jovens que perderam tudo e que decidem se juntar a rebelião da rosa selvagem para derrotar o império e salvar o irmão de Maria, que foi capturado pelo império.
    E logo de cara eu afirmo: a historia do segundo é mais interessante de se acompanhar que o primeiro. Os nossos personagens agora tem nome, falas, passado e participam ativamente da historia e dos diálogos. Mas ainda é um enredo bem simples, aquele clássico de rebeldes lutando contra um império opressor e tentando salvar o mundo. Nada de novo, nem mesmo para a época. Mas tem dois pontos que gostaria de destacar no entanto.
    O primeiro é o vilão: Ele é, também bem comum, o vilão que encarna o mal supremo. O imperador que não enxerga outros como humanos e que pensa que o mundo e sua dominação é apenas exerce um direito inerente a sua existência. O detalhe que gosto é que durante a campanha ele acaba morrendo, e apesar de imaginar que ele iria voltar a explicação é interessante. Ele morre e vai para o submundo e ele é uma pessoa tão má que acaba virando o rei do submundo e invadido o mundo humano como um deus maligno. Quando isso aconteceu eu realmente dei uma risadas sinceras. Essa ideia foi boa.
    E a segunda é que esse jogo é bem mais dark que o primeiro e os outros Final Fantasy que eu já joguei. O grupo tem algumas derrotas sérias durante a campanha e vários personagens nomeados e que tem certa importância acabam morrendo ou se sacrificando em algum momento. Da para perceber isso até na trilha sonora. Tem varias faixas com um tom mais melancólicos e tristonhos. E isso me deixou agradavelmente surpreso.

(Essa arte transpira fantasia misturada com ficção cientifica dos anos 80)

    Em questão ao resto do jogo as coisas são bastante semelhantes ao primeiro.  A maneira que a gente vê o mundo e o explora, o combate, etc. Então eu vou focar nas coisas que são diferentes. 
    A primeira coisa é que esse jogo tem uma mecânica de palavras chaves. Durante os diálogos os personagens usam termos que são grifados de cor diferente e você pode perguntar sobre o termo em questão para conseguir mais informações e grava-lo. Certos termos são essenciais para se progredir na historia. 
    Uma coisa que tem no primeiro e que é muito comum em JRPGs no geral é o jogo não segurar a sua mão e se torna necessário conversar com npcs ou ler descrições de itens para saber mais do mundo ou até mesmo para aonde você precisa ir em seguida. No segundo essa necessidade some em grande parte e fica atrelado a essas palavras chaves que são adquiridas com personagens relevantes. Isso faz conversar com npcs ou ler descrições de itens inúteis. E no geral a exploração desse jogo é uma versão piorada do primeiro, na minha opinião. Eu não tenho certeza se isso é real, mas enquanto explorava o mapa eu tinha uma sensação de que o mapa era maior, mas não tinha nada para fazer. Eu nem consigo lembrar de alguma localização que era totalmente secundaria, coisa que tinha no primeiro, e ai ficava aquela sensação de que eu explorava para nada, porque não tinha nada para encontrar que o jogo não faria eu obrigatoriamente encontrar. Existe exceções, mas no momento só consigo lembrar dos chocobos e da espada mais forte do jogo, que eu esqueci o nome.
    Outra coisa que desanima um pouco a exploração e a quantidade alta de batalhas. Você não encontra nada e fica lutando toda hora, ai fica foda. A extrutura das dungeons e semelhante ao primeiro, mas esse jogo tem uma mania de colocar salas que não tem nada para você encontrar e só faz você lutar ainda mais. E digo tudo isso sendo que o trasporte esta mais acessível que o primeiro. O navio pode parar em qualquer lugar agora, e não mais apenas em portos, e o dirigível é desbloqueado bem no começo do jogo e ele funciona como uma viagem rápida para certos pontos no mapa. O mapa em geral não tem muitos obstáculos que impedem a sua exploração e o sentimento de avançar para áreas novas some em grande parte.
  

    Falando do combate, esse jogo tem uma mecânica de nível que, até onde eu sei, é unica na saga. O jogo não tem mais nível ou classes. Os personagens podem usar qualquer arma, armadura e magia no jogo, o fortalecimento do personagem esta ligado ao tipo de equipamento que ele usa. Se você quer um personagem que seja um espadachim de armadura leve então você equipa ele com esses itens e ele vai melhorar a maestria com esses itens. Quer um mago? Ensina magia para o personagem e faz ele usar aquela magia. E assim por diante. E um sistema bem legal e que da certa liberdade de se brincar com o que faria cada classe. Mas não da para ter tudo, um exemplo: quanto mais pesada a armadura mais fraco fica a sua magia. 
    Com rápidas pesquisas eu descobri que é fácil de quebrar o sistema, mas eu não cheguei nesse ponto. E nem precisei, o jogo é bem fácil. Quando chega em áreas novas se sente uma dificuldade, mas como tem muita luta os personagens evoluem rápido.
    Outras coisas adicionado nesse jogo: Linha de frete e linha de trás nas batalhas. Quando na linha de trás os personagens toma metade do dano físico e são menos suscetíveis a receberem golpes. E a possibilidade de se lutar com apenas três personagens no grupo. Devido a motivos de historia o quarto lugar fica rotacionando entre personagens, e isso é legal e ao mesmo tempo um saco. Legal por que cada personagem que entra tem um arquétipo diferente e um saco porque geralmente eles estão mais fraco que o seu grupo e tem possibilidade do arquétipo não servir de nada.


    De resto é bem semelhante ao primeiro e falar sobre seria chover no molhado. Eu só queria falar um pouco sobre a tilha sonora. Dessa vez eu fiz uma coisa que eu não havia feito no primeiro que é escutar a trilha sonora do remaster e depois escutar a da versão original. E apesar de semelhantes elas são diferentes. É meio difícil de explicar visto que eu não entendo nada de teoria musical, mas a versão original tem uma pegada mais eletrônica, não no ritmo ou na vibe mas no som instrumental, enquanto no remaster o som dos instrumentos é mais nítido e menos eletrônico. E é legal como algumas musicas se repetem no primeiro e no segundo mas no segundo elas são levemente diferentes e da para se diferenciar de qual jogo é qual.
    No geral é isso. Não sei se foi, mas eu tive a sensação de que o segundo foi mais longo que o primeiro e no final eu não me diverti tanto quanto eu esperava. Mas ainda é um jogo bem legal e valeu a experiencia. Vamos ver se no futuro vai ter coisa desse jogo que aparece em outros da franquia.
                
                                                                                                                                                        ~Lagarta

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