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Mesmo com problemas, é difícil não amar Haven

          Kay se apaixona por Yu à primeira vista. Yu se apaixona por Kay após pegar um resfriado e Kay passar uma semana inteira lhe fazendo companhia e cuidando dela. Porém, ambos sabem que o amor deles é impossível no lugar onde vivem, no "Apiário". Nesta sociedade uma máquina chamada de "O Combinador" seleciona e monta os casais e ninguém tem escolha nesse processo. Por isso, ambos decidem embarcar em uma nave e fugir para um planeta distante e esquecido chamado "Origem" e lá montar suas vidas juntos e aproveitar o amor que sentem um pelo outro. Haven foi desenvolvido pela The Game Bakers, conhecida pelo desenvolvimento de Furi (esse lançado em 2016). Segundo o diretor criativo, Haven seria um encontro entre Journey e Persona. O objetivo era criar um jogo com o foco no relacionamento dos dois protagonistas por não se ter muitos jogos no mercado que abordam o tema com maturidade.         Evidente que tera outros panos de fundo co...

Feliz Halloween! - com Batman: Dia das Bruxas

Sempre fui um apaixonado por leitura, especialmente quadrinhos, sendo os mangás minha verdadeira obsessão desde jovem. No entanto, por algum motivo (pretendo explorar isso mais tarde), sempre mantive um certo preconceito em relação aos comics americanos e quadrinhos europeus. Para mim, quadrinhos se resumiam a mangás. Recentemente, porém, decidi mudar essa perspectiva. Resolvi me dedicar mais à leitura de gibis de diversas origens, incluindo os comics americanos. E foi assim que me encantei pelas histórias do homem-morcego.            Em parceria com meu amigo Tênia, decidimos iniciar aqui, no mês de outubro, uma série de opiniões sobre histórias diretamente relacionadas ao Halloween ou ao terror em si. Escolhi começar essa brincadeira com "Batman – Dia das Bruxas" para celebrar o mês do terror e também para comemorar meu novo hobby.  DC Comics - A Lenda do Batman nº 47          A versão que li foi da extinta editora Eagl...

Por que abandonei Tokyo Ghoul, pelo menos por agora

Obs.: Vou colocar esta observação antes de tudo para ninguém me incomode: eu li o mangá, não vi o anime e, na verdade, eu quase não vejo anime. Se o anime tem como fonte original o mangá, possivelmente eu vou ler o mangá, então vou reclamar do mangá. Dito isso, continuando… Seja bem-vindo, caro cliente! Por favor, sinta-se à vontade para se sentar em qualquer lugar confortável da livraria e acomode-se bem, porque hoje vou comentar sobre uma obra de um jeito um pouco diferente. Não sei se será uma recomendação, mas queria falar sobre ela. Hoje vou falar de Tokyo Ghoul, do mangaká Sui Ishida, publicado aqui no Brasil pela editora Panini. A editora também publicou sua continuação Tokyo Ghoul: RE, e hoje pretendo falar um pouco sobre ambos. Devo dizer que, na época, comprei os primeiros volumes e alguns deles tinham uns problemas meio esquisitos. Por exemplo, o volume três, por exemplo, tinha a capa menor que as páginas internas. Era pouca coisa? Sim, mas ainda assim era menor. Não cheguei...

Fallen Order é um jogo Star Wars

Quando Fallen Order lançou lá em novembro de 2019 o meu nível de empolgação foi para as alturas, afinal um jogo ambientado no universo de Star Wars com um combate estilo souls like, ficou difícil não se empolgar. Mas ao ver o preço cheio essa empolgação esfriou e acabei esquecendo do jogo, até que recentemente em uma promoção na psn a versão deluxe estava por um preço bastante razoável e acabei comprando. Depois de cerca de vinte e tantas horas, posso dizer que foi uma experiência bastante satisfatória como um todo. Mas, calma, vamos por partes, porque a conversa vai ser longa… Star Wars Jedi: Fallen Order é um jogo de ação-aventura com alguns elementos de plataforma desenvolvido pela Respawn Entertainment e publicado pela Electronic Arts. A história do jogo se passa cinco anos após o episódio III - A Vingança dos Sith, o sexto filme da saga. Após a traição dos clones e o extermínio de praticamente todos os jedis no universo, o protagonista, Cal Kestis, um padawan atormentado por suas ...

O quanto as capas podem enganar? O Guardião, de Daniel Polansky

Não julgar um livro pela capa é um dos ditados que mais ouvimos e aprendemos a utilizar em nossas vidas. No entanto, infelizmente, julgar livros por suas capas é algo muito comum no meio literário. Eu mesmo faço isso constantemente, embora não me orgulhe disso. Ao julgá-los pela capa, às vezes perdemos excelentes histórias simplesmente devido ao trabalho ruim de uma editora. Esse trabalho ruim acaba afetando as vendas, que não correspondem ao esperado, e a série acaba sendo cancelada antes de sua conclusão. Foi isso que aconteceu com a série A Cidade das Sombras, de Daniel Polansky, lançada pela editora Geração Editorial.               Capa brasileira de O Guardião Iniciada com o livro O Guardião (Low Town em inglês), essa série sofreu com capas ruins tanto aqui no Brasil quanto no país de origem. Olhar para a capa desse livro é se deparar com um trabalho bastante fraco, mas eu diria que é até melhor do que a versão original. No entanto, por trás ...

Verdadeiro amor aos livros, O gato que amava livros de Sousuke Natsukawa

Se você chegou até aqui, você deve amar a leitura tanto quanto eu. Seja quadrinhos, livros, ou qualquer tipo de literatura, amamos ler. E como amantes da literatura, diversas vezes podemos nos deparar com alguns questionamentos que parecem bobos, mas que surgem. Afinal de contas, existem tantas histórias interessantes no mundo, que nossa vontade é de ler mais e mais a cada vez. E o que posso fazer para ler mais? O que devo fazer para aumentar essa quantidade de leitura consideravelmente? Aprender leitura dinâmica para consumir cada vez mais livros? Ler livros curtos e diretos, que não irão nos segurar por tanto tempo na mesma história? Jamais reler livros? São questionamentos que mesmo que momentâneos, as vezes passam por nossas mentes. Todos esses questionamentos são abordados na história de O gato que amava livros, de Sousuke Natsukawa. O gato que amava livros, Sosuke Natsukawa. Editora: Outro Planeta      Aqui nos encontramos com Rintaro Natsuki, um jovem hikikomori, n...

Os "e se" que nos prendem, Haruka na Machi e de Jiro Taniguchi

Vamos abrindo as portas da livraria, então, peço a todes que encontrem um lugar confortável e bem relaxado pra a indicação de hoje. Vamos falar sobre, Um bairro distante (Haruka na Machi e) do mestre Jiro Taniguchi. Antes de entrarmos na historia, vou comentar sobre a edição bem rapidamente. A edição brasileira pertence à editora Pipoca e Nanquim, e tem um cuidado primoroso em seus acabamentos. Não pretendo me estender muito falando sobre a qualidade da mesma, pois no final isso não me importa muito. Poderia muito bem ser uma edição mais simples e consequentemente mais barata, e seria de igualmente valor para a chegada da obra até nós leitores, mas isso é apenas minha opinião. Agora sobre a história, iremos em partes porque será complicado...  No começo da história, acompanhamos Hiroshi Nakahara com os seus alguns anos (que não nos é especificado, mas ele aparenta ter meia idade), que estava voltando de um trabalho, e acaba tomando o trem errado. Isso o leva de volta até sua cidade...