Foto: Thao Nguyen Uma das maiores tristezas do ser humano é perceber que seus dias estão se esvaindo em uma monotonia morna e silenciosa. Quem não percebe acaba deixando a vida passar sem se dar conta, até que a velhice bate à porta. São dias que se resumem a acordar, trabalhar, comer e descansar, para então, na manhã seguinte, retornar ao mesmo ciclo. Essa era a vida de Camilo. Na volta do trabalho, enquanto caminhava pela Avenida Santos Dumont, Camilo questionava a própria rotina. Não tinha uma vida ruim. Acordava todos os dias às seis da manhã, tomava banho e seguia para o trabalho. No ano anterior, decidira ir a pé. Embora a distância fosse considerável, gastaria praticamente o mesmo tempo se fosse de transporte coletivo e, caminhando, ainda faria o exercício físico que tanto lhe cobravam. O percurso levava quarenta minutos, por isso saía religiosamente às 6h45. Assim, chegava cinco minutos antes do horário de registrar o ponto. Ele almoçava ao meio-dia e sempre esquentava a marmit...
Um espaço para falar sobre as histórias que nos fazem perder a noção do tempo. Livros, quadrinhos, jogos e tudo aquilo que nos dá vontade de conversar, colecionar e, inevitavelmente, indicar para alguém.