Final Fantasy! A serie de jogos que todo mundo já jogou ou no minimo já ouviu falar. Particularmente falando, eu sou muito fã de rpgs no geral, e Final Fantasy e uma das saga que eu mais gosto, só que meu contado sempre foi bem inconsistente, seja eles da saga principal ou não. A linguagem era uma dificuldade, afinal os jogos eram todos em inglês e eu não entedia nada na época, mas principalmente a falta de acesso a esses jogos, em especial os mais antigos. Mas agora que tenho acesso ilimitado a locadora do Paulo Coelho planejo jogar toda a saga principal, pelo menos até momento, quem sabe depois eu decida jogar os outros. Conforme esse processo for se desdobrando eu vou comentar minha experiencia com cada jogo. E começamos bem para um caralho com o primeiro de todos: Final Fantasy. Um jogo lançado em 1987 e que hoje pode ser bem simples, mas, mesmo sendo anacrônico ele continua muito bom e extremamente sólido.
Final Fantasy é um jogo de RPG desenvolvido pela Square e lançado em 1987 no japão e 1990 na America do Norte. O primeiro titulo da saga e Inicialmente lançado para o NES.
O mundo esta cada vez mais caótico e quatro demônios poderosos fazem as trevas se fortalecer e engolfarem o planeta. Quatro guerreiros escolhidos pela luz e portadores de artefatos que representam os elementos começam sua jornada para derrotar os demônios e salvar o mundo de sua destruição.
É e só isso...
A historia é bem simples e o seu desenrolar também o é. Não tem grande personagens ou acontecimentos marcantes. Se resume a ir de um ponto ao outro, ajudar alguém, ser recompensado e repetir. Apesar que tem uma reviravolta bem legal no final da campanha que é bem inesperada e envolve até viagem no tempo. Mas no geral a historia é boa, legal e acaba ai. Inclusive, devo admitir que eu fiquei bem surpreso. Eu sempre tive essa ideia que Final Fantasy é sinônimo de historias grandiosas, mas ao menos no primeiro não é bem assim. Inclusive, curiosidade: Apesar de cristais serem um tema e estética muito comum na saga, esse primeiro só tem uma unica menção a palavra cristal. Os cristais elementais no remaster são orbes elementais na versão original.
Antes de começar, nós escolhemos nossas classes e nomeamos nossos personagens. São 6 classes: o guerreiro, o monge, o ladrão, o mago vermelho, o mago branco e o mago negro. O guerreiro e o ladrão acredito serem alto explicativos, o diferencial do monge e que para alcançar o seu ápice ele não precisa de armaduras ou armas. O jogo tem dois tipos de magia: as brancas, que são focadas em curas e melhoria de status para o time, usado pelo mago branco. E as magias negras, focado em danos massivos e em área, usados pelo mago negro. O mago vermelho pode usar ambas, mas nunca sera um mestre absoluto em nenhuma das duas. Cada classe tem seus itens próprios e todos podem ficar fortes, no final todas as classes são bem divertidas. Menos o ladrão. Na minha opinião ele só é um guerreiro piorado e só vale a pena porque você precisa dele para poder usar a masamune, a segunda melhor arma do jogo. E o mago negro, que, coitado, precisava de umas magias nível 8 melhor. Apesar de que as classes não tem nenhuma influencia na exploração do mundo, então escolhas a que você quiser.
Como é padrão de RPG o jogo conta com um mapa aberto, relativamente extenso, que está cheio de masmorras, construções abandonas, cavernas vulcânicas, cavernas congeladas, florestas, pântanos, castelos flutuantes e etc. Bem clássico.
Inclusive foi uma grata surpresa a quantidade de coisas não obrigatárias para se fazer no jogo que se descobre apenas por explorar. Ou coisas que parecem secundarias e você descobre que não o são. Um ótimo exemplo é a melhora das classes dos personagens. Outra coisa clássica de RPGs japoneses dessa época é a falta de indicações de para aonde se deve ir. As indicações geralmente são encontrada através de falas de NPCs principais e secundários, itens e através da exploração do próprio mapa. E eu gosto esse tipo de coisa, mas teve algumas vezes que eu fiquei tão perdido que eu desisti e procurei guia. Para limitar a exploração e dividir os mapas em etapas o jogo vai desbloqueando partes do mapa atras de aquisições de objetos que são adquiridos seguindo a missão principal. Rios são intransportáveis, até você conseguir uma canoa, para os mares se precisa de um navio que só pode ser atracado em portos, as montanhas funciona como paredes, até conseguir o dirigível e ai o obstaculo é que o dirigível só pode pousar em certos locais. E apesar de diminuir a incidência de fazer você ficar perdido, isso ainda vai acontecer. Não é uma questão de se e sim de quando.
E apesar de não achar isso um demérito, eu fico me perguntado como que as crianças faziam na época? Sera que aqueles guias, que pareciam um caderno e viam junto do jogo, faziam diferença e contavam para aonde elas tinha que ir? Ou elas descobriam na sorte?
Enquanto explora o mundo, uma coisa que ira acontece com frequência são batalhas. Elas são batalhas por turno, aonde você escolhes as ações dos seus personagens, a ordem é decidida atras das cortinas e o turno acontece. Não tem muito secreto nem profundidade. E sobre a dificuldade: no geral, é fácil. O fato de você se perder no jogo faz as lutas serem mais frequentes o que acumula níveis e deixa os personagens mais fortes. Na maior parte do jogo eu estava totalmente no automático e apenas alguns chefes são exceções. Para destaque: o chefe final, que eu tive muita dificuldade, e o super chefe do jogo o Warmech. Alguma coisas diferentes no remaster que eu gosto e deixam o jogo mais fácil: O fato de poder salvar em qualquer lugar e terem dado uma mudado em um pequeno aspecto do combate. No original quando se escolhe as ações do grupo pode se escolher mais de um personagem para atacar um mesmo inimigo, e se o primeiro golpe matasse o inimigo os outros personagens ainda iriam atacar aquele mesmo lugar e se perdia aqueles movimentos. Muito tosco.
Apesar de ter algumas coisas que me fez torcer o nariz, eu gostei bastante do jogo. Ele inclusive durou bastante, quase vinte horas. O que me deixou surpreso para um jogo do nintendinho. Foi muito bom ver as raízes da saga e ver algumas coisas que estão la desde sempre. Como alguns inimigos que aparecem em todos os jogos, a musica de vitoria e o estilo sonoro como um todo. Essa estética bem comum no japão de um mundo inspirado na europa medieval mas com tecnologia movido através de magia, e que é bem comum na saga. Enfim, foi uma experiencia bem legal e estou bem empolgado para os próximos jogos.
~Lagarta



zerei esse jogo ano passado e achei impressionante também, só fiquei com raiva do meu mago negro que passou 90% do tempo morto, e meu protagonista era um monge que dava HK em quase tudo que aparecia pela frente, achei os sprites do PR bem feios comparado com a versão de gba, acho que a rom traduzida dele ainda vale mais a pena, além de ter conteúdo extra
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