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Os 22 minutos de Outer Wilds

Outer Wilds é incrível. Tanto como um jogo de exploração, como a historia e a maneira como ela é contada, até o sentimento enebriante de descoberta e solução de mistérios. A experiencia como um todo desse jogo é de alto nível, coisa fina mesmo. Mas também é uma experiencia complicada, afinal só da para aproveitar verdadeiramente esse jogo uma unica vez. Ele é um voo só de ida, e de verdade... Como eu queria esquecer sobre Outer Wilds para poder experimentar tudo de novo como se fosse a primeira vez.



    Outer Wilds é um jogo de exploração espacial e mistério lançado em maio de 2019 para PC e Xbox e apenas em outubro desse mesmo ano para PS. Foi originalmente desenvolvido pela Team Outer Wilds, posteriormente o time foi contrato pelo estúdio Mobius Digital e esse estúdio terminou o desenvolvimento. 
    O protagonista, um alienígena de uma especie chamada Hearthians, acorda ao lado de uma fogueira. Slate esta ao seu lado, assando marshmallows, e te conta que você é um astronauta que está preste a  realizar o seu primeiro voo, você só precisa pegar os códigos de lançamento com o prefeito. Ao explorar a cidade, conhecer as pessoas, aprender e passar pelos tutorias, você pega os códigos de lançamento e aprende um pouco mais sobre aquele sistema solar como um todo, desde os planetas que o compões até sobre os nomai, uma antiga especie que colonizou vários planetas no sistema mas foram extintos sem motivos aparentes. Então você vai para sua nave, prende os cintos, levanta voo e, no meu caso, se embanana nos controle, voa em direção ao sol e morre... Se o protagonista viver por tempo o suficiente é possível observar sol se tornar uma gigante vermelha e eventualmente explodir em uma super nova. É após morrermos e acordamos em volta da fogueira que percebemos estar presos em um loop temporal que dura vinte e dois minutos.


    Outer Wilds não te conta uma historia. No sentido de ter cutscenes, dramas e coisas do tipo. Tem pouquíssimos personagens interásiveis no jogo. Mas tem muita historia que já aconteceu nesse sistema e o jogador vira basicamente um arqueólogo em busca de entender mais sobre o loop, sobre os nomais e algo chamado de "O Olho do Universo". Nesse sentido existe muita historia para se descobrir. E um dos pontos aonde esse jogo brilha muito é no fato de que só existe um único motivo que te faz explorar: a curiosidade. Seja ela de entender mais sobre o universo e o que esta acontecendo ou ao senso de descoberta. 
    De verdade, quando um mistério do jogo é solucionado e as coisas que aconteceram ali passa a fazer sentido é uma sensação incrível e os vinte e dois minutos nunca parecem ser o suficiente para saciar a empolgação e a curiosidade. Quase sempre que eu tava descobrindo alguma coisa importante começava a musica que precedia a super nova e era uma frustração misturada com ansiedade. E os mistérios e a historia dos nomais são ótimas e provavelmente vão te prender durante o jogo.
    Inclusive, sobre a trilha sonora: Foda, foda, foda. Já que o jogador vai ficar só ouvido ela durante a exploração a trilha sonora precisa ser boa e esse jogo tem umas das melhores trilhas que já ouvi. Eu consigo ouvir a musica e liga-la imediatamente ao lugar e ao que momento ela toca.
    Não existe nenhum tipo de indicação ou marcação de aonde ir, então para manter o interesse ou simplesmente chamar a atenção o mapa precisa ser interessante. Normalmente quando falamos de mapas pensamos em mapas simples como: o mapa de fogo, outro de gelo, um pântano, um deserto coisas do tipo. Os 5 planetas e uma das luas são todos extremamente únicos e tão incríveis que você primeiramente fica chocado e depois fica curioso para entender mais sobre os próprios planetas. Também tem algumas construções orbitais para explorar e até um cometa. 
    Vou dar apenas alguns exemplos e explicar de forma simples porque essas descobertas e espantos sobre os planetas fazem parte da experiencia, blz? Vamos lá. 
    
    
    Dark Bramble: é uma semente que cresceu tanto que destruiu o planeta aonde ela pousou. Ela possui uma abertura e ela é muita maior por dentro do que por fora.


    Brittle Hollow: um planeta que tem um buraco negro como núcleo.

    
    Hourglass Twins: são dois planetas que se orbitão e esse movimento cria uma cachoeira de areia entre os  planetas.
    O jogo possui uma unica DLC: Echos of The Eye, ela adiciona uma área nova, a maior e mais complexa, e amarra alguns misteriosos que eram deixados para interpretação no jogo base, mas para resumir: se você gostou do jogo base, compre.
    Esse jogo possui só dois defeitos, um deles é o controle da nave. Não consigo imaginar como seria esse jogo sem o piloto automático e eu fosse obrigado a pilotar a nave por mim mesmo a todo momento. Se já tem isso e eu vivia batendo e quebrando a nave imagina sem! Acho que o aumenta esse problema é que a física do jogo é muito boa e semelhante a da realidade.
    E o segundo eu disse no incio, essa e uma viagem só de ida. Quando o quebra cabeça é montado e o jogo acaba o sentimento de descoberta, a curiosidade e o impacto de descobrir coisas novas também acaba. O problema é que eu queria mais. Eu queria fazer essa viagem de novo, mas infelizmente isso não é possível. Se você se interessou por qualquer coisa que foi escrita aqui ou simplesmente quer algo de diferente se faça um favor e jogue Outer Wilds e aproveite muito bem seu tempo nele.

                                                                                                                              ~Lagarta

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